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Bolsa Família de outubro começa dia 19 com piso reajustado para R$ 691
O valor total varia conforme a composição familiar
Por Arimatéia Júnior — 17/10/2026 00:00

A Caixa Econômica Federal começa a pagar o Bolsa Família de outubro na próxima segunda-feira (19). Neste mês, os beneficiários recebem os valores reajustados pelo governo federal, que elevou o piso do programa de R$ 600 para R$ 691, uma correção de 15,04%.
O calendário segue o último dígito do Número de Identificação Social (NIS). Dessa forma, o primeiro grupo a receber será o dos beneficiários com NIS terminado em 1. Já os pagamentos para quem tem NIS final 0 ocorrerão em 30 de outubro.
Bolsa Família de outubro: veja o calendário de pagamentos
Os depósitos ocorrem de forma escalonada nos últimos dez dias úteis do mês, conforme o final do NIS. Confira as datas de outubro de 2026.
Qual é o valor do Bolsa Família em outubro?
A partir deste mês, o Bolsa Família garante um benefício mínimo de R$ 691 por família. Entretanto, o valor total varia conforme a composição familiar, já que o programa prevê adicionais para crianças, adolescentes, gestantes e nutrizes.
Com a atualização, os benefícios adicionais ficaram assim:
R$ 173 por criança: destinado a cada criança de zero a seis anos;
R$ 58 por integrante: para gestantes, nutrizes e crianças e adolescentes de sete a 18 anos incompletos.
Além desses valores, o governo calcula um complemento quando a soma dos benefícios da família não atinge o piso de R$ 691. Portanto, o total recebido depende das características de cada núcleo familiar.
Quem tem direito ao Bolsa Família?
Para receber o benefício, a família precisa estar inscrita no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico), atender ao limite de renda exigido e manter os dados atualizados.
Além disso, os beneficiários devem cumprir as condicionalidades do programa. Entre elas estão a frequência escolar de crianças e adolescentes, o acompanhamento do calendário de vacinação e a realização do pré-natal pelas gestantes.
A inscrição no CadÚnico, por si só, não garante a entrada automática no Bolsa Família. O governo precisa avaliar se a família atende aos critérios de concessão.
Como se cadastrar no Bolsa Família
Quem ainda não está inscrito no CadÚnico deve procurar o Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) do município para solicitar o cadastro.
Durante o atendimento, o responsável familiar precisa apresentar os documentos solicitados e informar corretamente os dados sobre renda, endereço e composição da família, incluindo crianças e bebês.
Depois da inscrição, o governo analisa se a família se enquadra nas regras do programa. Além disso, sempre que houver mudanças na renda, no endereço ou no número de moradores da residência, o responsável deve atualizar as informações do CadÚnico.
Histórico do Bolsa Família
O Bolsa Família foi criado em 2003, durante a estratégia Fome Zero, para reunir iniciativas federais de transferência de renda. Na primeira etapa, em outubro daquele ano, o programa atendeu 1,15 milhão de famílias, com repasses de R$ 84,74 milhões e benefício médio de R$ 73,67 por família.
Posteriormente, mudanças nos critérios de concessão ampliaram o alcance do programa. Em 2014, quando a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) retirou o Brasil do Mapa da Fome, mais de 14 milhões de famílias recebiam o benefício, com repasses superiores a R$ 2 bilhões.
Em outubro de 2021, o governo substituiu o Bolsa Família pelo Auxílio Brasil. No entanto, em março de 2023, o programa voltou a usar o nome original, com benefício mínimo de R$ 600 e adicionais destinados a crianças, gestantes e nutrizes.
Agora, em outubro de 2026, o benefício mínimo passou por uma nova atualização, com reajuste de 15,04% para recompor a inflação acumulada entre março de 2023 e agosto de 2026.