Polícia
Exame de DNA liga suspeito preso no Maranhão a estupro ocorrido há sete anos
A análise genética realizada após a prisão, em 2026, apontou compatibilidade entre o DNA do investigado e vestígios coletados da vítima
Por Arimatéia Júnior — 23/10/2026 01:05

A prisão de José Leandro Gonçalves Silva, suspeito de cometer um estupro em Vargem Grande, no Maranhão, contribuiu para o avanço da investigação de outro crime de violência sexual registrado há sete anos no município de Vitorino Freire.
A análise genética realizada após a prisão, em 2026, apontou compatibilidade entre o DNA do investigado e vestígios coletados da vítima do caso ocorrido em 2019.
O crime aconteceu em agosto daquele ano, quando um homem invadiu a residência de uma mulher e a violentou sexualmente.
Após o ocorrido, a vítima procurou atendimento no Hospital Municipal de Vitorino Freire, onde foram recolhidas amostras biológicas para a realização de exames periciais.
Na fase inicial da investigação, dois suspeitos foram submetidos a análises genéticas, mas os resultados descartaram ambos como possíveis fontes do material encontrado no local do crime.
Em 2020, o perfil genético obtido durante a perícia foi incluído no Banco Estadual de Perfis Genéticos e compartilhado com a base nacional, permitindo futuras comparações com amostras de pessoas investigadas por outros delitos.
A PRISÃO
O caso voltou a avançar após José Leandro Gonçalves Silva ser preso em 2026, suspeito de envolvimento em outro estupro, desta vez em Vargem Grande.
De acordo com as informações policiais, a coleta de material genético após a prisão possibilitou a comparação do perfil do investigado com registros de crimes anteriores armazenados nos bancos de dados.
O cruzamento identificou compatibilidade entre o material genético do homem e os vestígios recolhidos da vítima de Vitorino Freire em agosto de 2019.
O resultado foi confirmado em laudo do Instituto de Genética Forense do Maranhão (IGF/MA), liberado em 9 de outubro de 2026.
Conforme a perícia, a evidência genética apresenta força extremamente elevada em favor da compatibilidade entre as amostras analisadas.
Segundo a polícia, José Leandro também é suspeito de envolvimento em outros crimes e já havia sido preso anteriormente por participação em assaltos.
O resultado da análise genética foi encaminhado à Delegacia de Polícia Civil de Vitorino Freire, que poderá utilizar as informações para aprofundar as investigações sobre o crime ocorrido em 2019.
Apesar da relevância do resultado pericial, a compatibilidade de DNA, isoladamente, não determina a autoria do estupro.
A conclusão sobre a responsabilidade criminal depende da análise conjunta das evidências, das circunstâncias do caso e dos demais elementos reunidos durante a investigação.