Polícia

Ministério Público promove reunião para discutir segurança em Imperatriz

Por Mônica Brandão — 30/01/2024 14:01

Promotores que organizaram a reunião realizada nesta terça (30)
Promotores que organizaram a reunião realizada nesta terça (30)
Ocorre na manhã de hoje (30), em Imperatriz, uma reunião que foi organizada pelo Ministério Público do Maranhão para discutir a segurança pública na cidade. Além dos promotores, também participam representantes da Polícia Civil e da Polícia Militar. A reunião tem ainda a presença de outras autoridades. A reunião foi provocada pelo Ministério Público por meio do trabalho dos promotores de justiça, Jadilson Cirqueira, da promotoria do Meio Ambiente, e do Promotor Criminal, Carlos Róstão e ainda do Juiz Paulo Vital Souto, que representou os entes da justiça na reunião. O momento foi organizado para discutir e cobrar rigor e compromisso de todas as instituições envolvidas em atendimentos e investigações a crimes de menor potencial ofensivo, como maus tratos a animais, crimes ambientais e perturbação do sossego público. De acordo com o MP, os números de processos que chegam à instituição são muito pequenos, em relação a realidade da cidade. Por isso, o Ministério Público busca que a instituições tenham ainda mais atenção às apurações sobre os casos. OUTROS TIPOS DE CRIMES EM IMPERATRIZ: Janeiro está sendo um mês violento com 13 homicídios até o momento e vários casos de tentativas de assassinato. A comunidade cobra rigor nas investigações e prisão dos envolvidos. Um dos casos de maior repercussão foi a morte do menino Ruan Sousa, de 15 anos de idade, que foi assassinado na terça-feira da semana passada (23), no momento em que saia de casa para jogar futebol com os amigos. Na tarde de ontem (29) a comunidade do Parque Alvorada II, onde o crime aconteceu, fez uma manifestação cobrando justiça. Ruan não tinha envolvimento com ações criminosas, era jogador em uma escolinha de futebol de Imperatriz e ajudava o pai em uma horta e na feira. O clamor foi tão grande que até a escola onde ele estudava, Escola Municipal Madalena de Canossa, fez homenagens ao menino que era considerado um ótimo aluno. A motivação do crime ainda não foi divulgada e ninguém foi preso. Além desse caso, outra morte de grande repercussão foi do Policial Militar, Allas Madeira. Ele foi sequestrado e baleado. Os dois sequestradores morreram em confronto com a polícia e, na troca de tiros, o PM também foi atingido e morreu um dia depois. Esse caso segue sendo investigado pela Polícia Civil e também foi aberta uma sindicância interna para apurar a conduta dos policiais que estavam na operação de resgate do PM vítima de sequestro e que acabou sendo baleado na troca de tiros com os bandidos.